Diário![]() 02/07/2009 20h38
NO 2 de JULHO DE HOJE... Tão diferente daquele em 1970....
Publicado por Kathleen Lessa em 02/07/2009 às 20h38
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. ![]() 16/06/2009 08h31
"SEI..."
" Sei... ", dizia ele com longa pausa, ou escrevia, como que a refletir sobre uma palavra, uma frase, trichando não só as letras mas a entonação que supunha haver na fala da amada, ponderando a chance de encontrar algum traço de delito, mentira, traição... Aquele sei era o sinal de que ele rapidamente já confabulara com seus botões e tinha uma hipótese, melhor dizendo, uma certeza, que só a ele pertencia. Nesses momentos ela tentava adivinhar seus gestos: coçava a cabeça, olhos cabisbaixos? cruzava os braços e abaixava a fronte? esfregava a sola do pé direito na panturilha esquerda? Ou simplesmente cravava o olhar no infinito, ato introspectivo, e saía do mundo por alguns minutos? De que desconfiava? E por quê? O sofrimento prolongado é como um crime premeditado. Como cortá-lo pela raiz? Extirpar as ervas daninhas que se imiscuem nos sentimentos? Tormento. Mas foi como ele decidiu. Achou melhor antecipar a sangria, desvencilhar-se do amor, voltar ao seu ramerrão diário.... "Melhor deixar assim", decerto pensara. "Profilaxia", fora o argumento. "Desfaçamos logo esse equívoco". Esperava que a inteligência dela deduzisse tudo, ou que entendesse o que bem quisesse. Não lhe importava mais. Equívoco? E se calou. Para sempre. Dor maior no peito da amada. PÓLVORA NAS VEIAS No timbre da tua voz Antevi meu desespero: Teus sinais de desamar Acenderam o rastilho Para o meu destempero... Sem prumo, Sem ouvidos que ouçam, Sem boca que possa falar, Cheia e à margem do mundo, A raiva cortando-me os pulsos (e o senso) Submergi na dor. ![]() Publicado por Kathleen Lessa em 16/06/2009 às 08h31
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. ![]() 09/06/2009 01h37
SEM VONTADE... Sou como dentes-de-leão...
Não tenho vontade de escrever nada. De repente eu me sinto com a sensação de que nada mais tenho a dizer. Sinto-me esvaziada, gasta, murcha... Fala e escrita triviais. Esgotei meu baú de palavras nos últimos meses. Saíram de mim com a força de uma enxurrada, selvagem, invadindo todos os espaços, fazendo transbordar córregos e rios. Fiquei sem palavras... No mínimo sem nenhuma palavra interessante. Transbordei em vão, saí arrastando tudo, sem ter consciência do que haveria à minha frente e sem coragem de fazer um balanço do que ficou para trás. É uma sensação nova, estranha... as víceras do lado de fora e todo um espaço oco, desocupado... A extensão da falta é muito, muito maior do que eu imaginara. Uma sensação nunca antes experimentada. Queria o silêncio, o nada! Apaziguar-me. Cessar o sofrimento. Mas esse buraco vazio são como vozes a reclamar de fome. "Eu quero apenas estar no seu pensamento... Por um momento pensar que você pensa em mim... Se restar, em sua lembrança, um pouco do muito que eu te quis, Onde você estiver, não se esqueça de mim..." Nunca se esqueça. Eu não teria partido. Sou como flocos de algodão cobrindo um relvado... Sou como dentes-de-leão que foram soprados. Voo sem destino. O peito traspassado, O coração inquilino. ![]() Publicado por Kathleen Lessa em 09/06/2009 às 01h37
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. ![]() 01/06/2009 02h17
When a MAN loves a woman e o contrário
Li a publicação de uma amiga com esse título. Leila. Ótima publicação! Deixei lá um comentário que repito aqui melhor distribuído. When a man loves a woman não é raro que chegue um dado momento em que ele trema na base, sinta-se desprotegido, medroso de amar, mal suportando o que vem no "kit amor" (saudade, ansiedade, ciúme, desassossego, dúvidas, mudanças, adaptação...) e foge! Prefere o marasmo ao excesso de oxigênio e adrenalina. When a woman loves a man é bem diferente! Em geral ela não teme o amor, entrega-se de bandeja, batalha por ele, não fica ponderando eventuais consequências, submete-se a sacrifícios de espera, distância, situação. Por isso, talvez, é que a mulher é mais abadonada pelo homem que vice-versa. Claro. Há exceções. Mas o que noto, via de regra, é o que escrevi acima. Não entro com nenhum preconceito ou juízo de valor. Trata-se apenas de identificar naturezas diferentes tangidas por cobranças, papéis pré-determinados, criação, etc. Que pensam sobre o assunto? Nova semana começa. Novo mês começa! Tomara traga tempos bons. Publicado por Kathleen Lessa em 01/06/2009 às 02h17
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. ![]() 31/05/2009 02h39
UM BICHINHO para mim
Estou querendo um bicho de estimação. Mas não cachorro nem gato. Sequer posso imaginar esses animaizinhos correndo pelo apartamento, soltando seus pelos por todo canto, fazendo xixi onde não é permitido! Não. Desses eu passo ao largo! São simpáticos mas eu sou muito antipática com eles Penso num pássaro. Dispenso os discursos dos defensores da fauna, pois esses que são vendidos em lojas têm licença do IBAMA e muitos JÁ NASCERAM em cativeiro. Quero um bom canário belga cantador, com quem poderei conversar e até cantar. Amarelinho. Igual a dois que já tive há uns 20 anos. Penso em ter meu Columbus III. Ficaremos, eu e ele, presos numa gaiola pendurada de São Paulo. Publicado por Kathleen Lessa em 31/05/2009 às 02h39
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